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Suframa discute ações para a preservação do Igarapé da Vovó

Ações de preservação para o igarapé vêm sendo estudadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desde 2004.
por Diego Queiroz publicado: 14/07/2008 00h00 última modificação: 21/07/2016 16h11

Vinte e duas instituições públicas e privadas que abrigam em suas propriedades trechos do Igarapé da Vovó, localizado entre as avenidas Mário Andreazza e Danilo Areosa, no Distrito Industrial, realizaram na última sexta-feira, 11, no auditório Floriano Peixoto, a segunda reunião conjunta de trabalho para discutir ações de preservação para aquela área. A reunião foi presidida pela Superintendente da Suframa, Flávia Grosso.

A bacia hidrográfica do Igarapé da Vovó possui uma extensão total de 1,7 km e retrata em pequena escala a biodiversidade da Região Amazônica. O fragmento detém ampla cobertura florestal, com riqueza de espécies vegetais e animais. Um dos alarmes para a discussão urgente de medidas de preservação para o fragmento foi a redução, no período de 2002 a 2006, de 1,23 hectares da área do entorno do igarapé, ocasionada principalmente pelas formas de uso e ocupação do solo.

Ações de preservação para o igarapé vêm sendo estudadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desde 2004 e chegam agora a um momento decisivo, com o envolvimento nas discussões de todos os órgãos situados no entorno do igarapé, tais como Suframa, Ibama, Cefet/AM, Fundação Nokia, Fucapi e Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). Os órgãos assumiram voluntariamente a missão conjunta de conscientizar funcionários e demais usuários dos terrenos e de implantar medidas de preservação na área.

Uma dessas medidas é a proteção de toda a extensão da bacia do igarapé por meio da instalação de cercas, que foi proposta pela Suframa e já está em vias de implantação. Levantamento de profissionais da autarquia apurou que será necessário proteger uma área de aproximadamente um quilômetro do perímetro do igarapé. Outras ações, como o diagnóstico ambiental e a análise da qualidade de água no fragmento, já vêm sendo efetivadas pelos órgãos envolvidos na iniciativa.

Segundo a Superintendente da Suframa, Flávia Grosso o objetivo principal da ação conjunta é manter a integridade e a beleza de um patrimônio natural da cidade de Manaus e dar um exemplo bem-sucedido que fomente a realização de projetos semelhantes. “Sou apaixonada pela flora e pela fauna e estou orgulhosa por estar numa instituição e ao lado de parceiros que se preocupam com o desenvolvimento e a preservação da Amazônia. Seria bom que todos se engajassem e tomassem esse trabalho de recuperação do igarapé da Vovó como exemplo. A Suframa orgulha-se por estar participando e contribuindo. Queremos que o nosso modelo de desenvolvimento seja exemplar”, afirmou a Superintendente.

Para o especialista do Ibama, Henrique Pereira o esforço conjunto em prol da preservação do Igarapé da Vovó é o ponto de partida para o sucesso da iniciativa. “O fundamental é que todas as instituições possam olhar com mais carinho para o pedaço de natureza que existe bem à sua frente, consolidando práticas de preservação e de conscientização”, afirmou Pereira. “É um projeto em caráter experimental de parcerias institucionais que tem tudo para dar certo”, concluiu.

Uma próxima reunião está marcada para a próxima quinta-feira, 17, também na sede da Suframa. Até lá, os órgãos ficarão responsáveis por visitar e fotografar os trechos de suas propriedades que dão acesso às margens do igarapé, para que todos possam discutir juntos as melhores táticas de preservação a serem implantadas.