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SUFRAMA discute cadeia solar fotovoltaica no PIM com empresas

Pauta foi tema de reunião entre equipe técnica da SUFRAMA e executivos das empresas Canadian Solar e Flextronics. O encontro ocorreu nesta quinta-feira (19), na Sala de Reuniões do gabinete da autarquia.
por Enock Nascimento publicado: 19/10/2017 16h32 última modificação: 19/10/2017 18h35

A consolidação de uma cadeia de produção de energia solar fotovoltaica no Polo Industrial de Manaus (PIM) foi o principal tema de reunião entre equipe técnica da SUFRAMA e executivos das empresas Canadian Solar e Flextronics. O encontro ocorreu nesta quinta-feira (19), na Sala de Reuniões do gabinete da autarquia.

Também foi abordada na reunião a possibilidade da instalação no PIM de uma unidade fabril da multinacional Canadian Solar, fabricante líder de módulos solares. Durante o encontro, técnicos da Coordenação-Geral de Estudos Econômicos e Empresariais (Cogec) e da Coordenação-Geral de Análise de Projetos Industriais (CGPRI) detalharam as vantagens tributárias e de estratégia de negócios da instalação de uma fábrica no parque fabril de Manaus em relação a outros locais.

Atualmente, segundo dados do Ministério de Minas e Energia, apenas 45% do abastecimento de energia elétrica do País provêm de fontes renováveis. Desse total, 91,90% são oriundas da energia hidráulica; 8,02% vêm da energia eólica, enquanto a energia solar corresponde a apenas 0,02%.

Conforme o estudo “Mapeamento da Cadeia de Valor da Energia Solar Fotovoltaica no Brasil”, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Organização dos Estados Iberoamericanos (OEI), a energia solar fotovoltaica representará por volta de 32% da matriz elétrica brasileira em 2040. Tal expansão demandará investimentos de aproximadamente R$ 313 bilhões nos próximos 10 anos – R$ 112 bilhões só em geração. Ainda segundo o estudo, entre 2009 e 2016 o custo de produção da energia fotovoltaica caiu mais de 80%, fazendo com que seu custo atingisse a paridade tarifária em 44 distribuidoras ao final de 2016, representando 75% dos consumidores brasileiros de baixa tensão. E a expectativa é que caia mais 60% até 2040. Além disso, aumentos nas tarifas elétricas para o consumidor têm reforçado a competitividade solar.

“A SUFRAMA entende que é estratégico para o Brasil e para o mundo o avanço na utilização de fontes renováveis na matriz de energia. No caso da energia solar, o País tem todas as condições naturais para ser benchmark mundial do setor. Entre os estudos da autarquia, há um grande potencial no PIM para a consolidação de uma cadeia de geração de energia solar fotovoltaica. Além disso, a atração de investimentos de novos segmentos como esse da Energia Solar estão alinhados com os objetivos do Plano Diretor Industrial, elaborado pela autarquia”, detalhou o economista da SUFRMA, Renato Mendes Freitas.

PPB
Outro tema discutido foi a atualização dos Processos Produtivos Básicos (PPBs) de componentes de equipamentos de captação de energia solar. O PPB é o conjunto mínimo de operações, no estabelecimento fabril, que caracteriza a efetiva industrialização de determinado produto. Para os executivos das empresas, os PPBs precisam de atualização para acompanhar os avanços tecnológicos desenvolvidos pelo setor, as exigências do mercado consumidor e evitar que seja fabricado no Brasil um produto final que já está obsoleto no resto do mundo.

Outra reivindicação foi a postergação do prazo da fabricação da célula solar no Brasil, o que, conforme as empresas, não significariam incremento na contratação de mão de obra. Em contrapartida as empresas sugerem acrescimento de 0,5% na obrigação de destinação de recursos para investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento.

Participaram da reunião técnica por parte da Canadian Solar: Tony Tang e Wladimir Janousek, e representando a Flextronics: Luiz Fernando Guerra, Nelson Petit Madrid e Antônio Luis Gomes.

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