Você está aqui: Página Inicial > Notícias > SUFRAMA discute os desafios do transporte aéreo regional

Notícias

SUFRAMA discute os desafios do transporte aéreo regional

Debate ocorreu durante IX Simpósio de Transporte Aéreo, realizado no Hotel Tropical.
publicado: 28/10/2010 00h00 última modificação: 29/04/2016 12h15

O Polo Industrial de Manaus (PIM) e os desafios logísticos do transporte aéreo regional. Esse foi o tema da palestra da coordenadora-geral de Estudos Econômicos e Empresariais da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Ana Maria Souza, no segundo dia do IX Simpósio de Transporte Aéreo (Sitraer), realizado no Hotel Tropical.

Ana Maria apresentou dados sobre a atual infraestrutura do PIM e sugestões para o crescimento frente aos problemas de logística enfrentados pela maioria das empresas instaladas no polo. Segundo a coordenadora,o PIM tem hoje cerca de 600 empresas e um crescimento estimado de 8% nos próximos anos. E mais de 60% dessas empresas utilizam o Terminal de Cargas do Aeroporto Eduardo Gomes. “São mercadorias importadas e que precisam chegar via aérea, por isso temos que buscar soluções para esses desafios que temos para abastecer o Polo Industrial”, disse.

Sobre a saída das mercadorias do PIM, Ana Maria informou que a maioria é feita via fluvial, mas que grande parte das empresas utiliza o transporte aéreo para evacuar a produção. “As exportações representam 3% do faturamento do PIM, mas uma vez que você tem os gargalos em um dos portos da cidade, como o acidente no Chibatão, a saída das mercadorias fica prejudicada”. Uma das saídas, segundo a coordendora, é transportar essa mercadoria via aérea. “Hoje nós estamos vivendo esse gargalo logístico e essa é uma das soluções para suportar essa demanda”, afirmou.

Outro ponto abordado pela coordenadora-geral de Estudos Econômicos e Empresariais da Suframa no simpósio foi o crescimento do fluxo de turistas no Amazonas até 2014, ano de realização da Copa do Mundo de Futebol. “Nesse período, nós devemos receber aqui no Estado, mais de um milhão de pessoas e o impacto no segmento turístico será muito grande, por isso, devemos vencer esse desafio. O aeroporto Eduardinho, por exemplo, vai receber um volume de impacto turístico muito grande, porque além da Copa, teremos o festival folclórico dos bumbás de Parintins e devemos pensar se o Eduardinho comporta volume de turistas além desse que está hoje”, contou. Para Ana Maria, é fundamental que, além das discussões, o Estado ofereça metas aos ministérios, para conseguir a infraestrutura ideal.
Além da coordenadora da Suframa, o gerente aeroportuário da Secretaria Estadual de Transportes e Obras de Minas Gerais (MG), Júlio Cezar Diniz de Oliveira, acompanhado pelo planejador de aeroportos e consultor do governo de Minas Gerais, Chris Van Note, apresentaram o desenvolvimento do Aerocrópolis, no entorno do Aeroporto Internacional Tancredo Neves como um modelo de aeroporto-indústria.

Já os consultores do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), brigadeiro Allemander Pereira e engenheiro Ricardo Gondin, discutiram sobre o planejamento da infraestrutura aeroportuária brasileira e os grandes eventos.

O IX Sitraer termina nesta sexta-feira, 29, e está sendo realizado das 9h às 18h, com palestras e mesas redondas e apresentações de artigos sobre os gargalos e desafios do transporte aéreo no Brasil e mais especificamente no Amazonas. O simpósio tem abrangência nacional e internacional e ocorre pela primeira vez na Região Norte.