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SUFRAMA e BNDES discutem parceria com foco no CBA

Iniciativa visa a aproximar relações institucionais e discutir as bases de uma parceria que tenha o Centro como eixo estratégico de ações em prol do desenvolvimento regional.
por Diego Queiroz publicado: 12/12/2012 10h56 última modificação: 09/03/2016 11h52

Representantes da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - órgãos vinculados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) - realizaram reunião na terça-feira (11), na sede do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), em Manaus, para aproximar relações institucionais e discutir as bases de uma parceria que tenha o CBA como eixo estratégico de ações em prol do desenvolvimento regional.

Por orientação do superintendente da SUFRAMA, Thomaz Nogueira, a autarquia esteve representada na reunião pelo superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional, José Nagib, e por uma equipe de coordenadores e técnicos, além de profissionais do CBA. Do lado do BNDES, participaram do encontro o chefe do Departamento de Relações com o Governo, Antônio José Alves Júnior, e os técnicos Vitor Bornes e Cristiana Starlin.

Além de assistirem a palestras institucionais do CBA e da SUFRAMA, por meio das quais puderam conhecer um pouco mais sobre o funcionamento e os principais desafios e nichos de atuação das duas instituições, os representantes do BNDES também visitaram laboratórios e unidades de negócios do Centro.

Oportunidades
De acordo com o chefe do Departamento de Relações com o Governo, Antônio José Alves Júnior, que também é conselheiro representante do BNDES no Conselho de Administração da SUFRAMA (CAS), a intenção da reunião foi levantar oportunidades de inovação e de novos negócios que podem ser gerados a partir do que já existe em termos de infraestrutura no CBA e da base empresarial que tem interesse em atuar na região. “O CBA desperta grande curiosidade e interesse generalizado. A Amazônia chama muita atenção por causa da base natural, mas o CBA qualifica essa questão por meio da ciência, tecnologia e transformação do conhecimento. Queremos entender de forma clara quais são as possibilidades de parceria e de que forma o BNDES pode vir a apoiá-lo”, afirmou. “Independentemente do formato, a meta é promover o crescimento econômico da região amazônica, ou seja, promover um desenvolvimento com industrialização e adição de valor local. O BNDES isoladamente não tem a resposta, mas o CBA e a SUFRAMA isoladamente também não. Estamos procurando um caminho para promover o desenvolvimento regional. É um esforço que vale a pena e que temos que tocar para frente”, complementou.

Para o superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional da SUFRAMA, José Nagib, o interesse do BNDES em construir uma parceria com a autarquia e com o CBA é uma oportunidade única para viabilizar projetos desenvolvidos no Centro e, de forma geral, na Amazônia Ocidental. Ele destacou que, durante a reunião, os representantes do banco se mostraram bastante interessados com as oportunidades e projetos apresentados, sendo um dos destaques o projeto de cultivo e disseminação da cultura do curauá, planta amazônica que possui uma fibra natural de grande resistência com potencial aplicação industrial. “O BNDES mostrou interesse em ouvir e conhecer um pouco mais sobre o nosso trabalho e a ideia é justamente partir para a construção de uma relação institucional onde o CBA esteja contemplado e fortalecido. Buscamos apresentar todos os dados necessários para que os representantes do BNDES pudessem sair da reunião com informações consistentes e, posteriormente, fazer as análises e nos informar quais as oportunidades que vislumbram para a parceria”, disse.

Embora nenhum prazo tenha sido informado, um grupo de trabalho envolvendo profissionais da SUFRAMA, do CBA e do BNDES foi constituído e deverá, nos próximos meses, trabalhar na definição e estruturação das atividades a serem desenvolvidas conjuntamente.

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