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Suframa e Embaixada da Guiana discutem ligação de Roraima a Georgetown

Iniciativa ampliaria a competitividade da região e o acesso a novos mercados de exportação para itens do Polo Industrial de Manaus e produtos regionais.
por Diego Queiroz publicado: 27/08/2019 14h45 última modificação: 27/08/2019 16h01

A possibilidade de abertura de um eixo logístico entre o Estado de Roraima e a cidade de Georgetown, na Guiana, foi o foco da reunião realizada nesta terça-feira (27), na sede da Suframa, entre o superintendente da Autarquia, Alfredo Menezes, e o representante diplomático da Guiana no Brasil, embaixador George Wilfred Talbot.


O eixo em questão, que envolve uma distância de aproximadamente 600 quilômetros entre o município de Bonfim (RR) e Georgetown, possibilitaria não apenas a redução de custos logísticos – em complemento a outros projetos logísticos estruturantes que estão em discussão pelo governo federal, como a estrada BR-319 e a saída para o Pacífico por meio do Peru –, mas também a ampliação da competitividade e o acesso a novos mercados de exportação para itens do Polo Industrial de Manaus (PIM) e produtos regionais.


“Temos o maior interesse de abrir esse eixo logístico de Boa Vista ate Georgetown. Estamos acompanhando os investimentos portuários que a Guiana está fazendo e, com a abertura desse eixo, estaríamos com acesso facilitado ao Caricom (bloco de cooperação econômica e política formado por 15 países e cinco territórios da região caribenha). É um projeto estratégico que conta, inclusive, com total cooperação e interesse do Governo do Estado de Roraima”, explicou Menezes.


Após informar que a melhoria da infraestrutura logística da região é uma das prioridades repassadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, à atual gestão da Suframa, Menezes solicitou ao embaixador auxílio para que seja construída uma agenda de aproximação e integração entre os líderes dos dois países de forma que o projeto de ligação com Georgetown possa ser viabilizado. “Tudo que é feito em Manaus tem na sua saída ou na sua entrada um custo em dólar. Não temos dúvidas de que, em cinco anos, se tivermos conseguido avançar na liberação da estrada BR-319 e na abertura desse eixo até Georgetown e também da saída pelo Peru, nós podemos baixar esses custos em até 80%”, estimou.


Depois de assistir a uma apresentação sobre a Suframa e o modelo Zona Franca de Manaus, realizada pelo coordenador geral de Comércio Exterior da Autarquia, Felipe Esteves, o embaixador George Talbot buscou dirimir dúvidas, principalmente, sobre o fluxo de comércio exterior e a geração de empregos na região. Ele também comentou sobre o histórico de ações desempenhadas até então para que a estrada seja viabilizada e informou que há interesse de colaborar no tema, uma vez que o eixo também tem importância estratégica para a Guiana.

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