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SUFRAMA e INPA buscam construir plano integrado de ações para o desenvolvimento sustentável da Amazônia

Iniciativa foi apresentada durante palestra realizada no auditório do Pavilhão da Amazônia Brasileira, no Parque dos Atletas, e compõe a programação da Rio+20.
por Diego Queiroz publicado: 22/06/2012 00h00 última modificação: 18/03/2016 17h35

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) realizaram nova palestra dentro da programação da Conferência Rio+20 nesta sexta-feira, no auditório do Pavilhão da Amazônia Brasileira, no Parque dos Atletas, para reforçar a disseminação e o debate sobre a parceria que os dois órgãos federais com atuação na Amazônia estão buscando construir. A interação mais profunda, ativa e eficaz proposta entre as instituições tem o objetivo de construir um plano conjunto de ações e políticas públicas que visem, fundamentalmente, à conversão do conhecimento científico amazônico em inovações e soluções tecnológicas aderentes aos processos produtivos regionais.

O superintendente da Zona Franca de Manaus, Thomaz Nogueira, que apresentou a palestra ao lado do diretor substituto do INPA, Estevão Monteiro, fez questão de ressaltar que a ideia da parceria nasceu a partir de uma conjuntura nacional e internacional que exige que as políticas públicas mudem o perfil da economia, tornando-a mais sustentável. “O INPA tem 57 anos e a SUFRAMA tem 45 anos. São instituições, portanto, que acumulam conhecimento sobre a realidade da região e que podem potencializar suas ações através dessa sinergia”, disse Nogueira. “Há um conteúdo que propicia essa integração e até a demanda. Do ponto de vista da SUFRAMA, temos que trabalhar cada vez mais com o esforço de agregar conteúdo local aos processos produtivos de toda a Amazônia. O INPA pode ser um grande parceiro no sentido de colocar a ciência a serviço do mercado”, complementou.

O diretor substituto do INPA, Estevão Monteiro, disse que o projeto de parceria teve sua base desenhada há cerca de quatro anos, quando o instituto se reestruturou e passou a tratar a biodiversidade amazônica com outra percepção, considerando-a fonte de insumos para estabelecimento de cadeias produtivas com base na sustentabilidade das matérias-primas e dos ecossistemas. “Para o INPA, esse projeto é um plano integrado que vai construir uma agenda com base na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e no Plano Brasil Maior, de acordo com as demandas regionais. Vamos ter uma agenda de pesquisa e de serviços tecnológicos científicos para a Amazônia”, afirmou Monteiro.

Ele também ressaltou que o projeto representa um novo paradigma que o INPA está assumindo, com vistas, sobretudo, a ampliar e fortalecer as ações nos demais Estados da região nos quais a instituição se faz presente. “Os focos temáticos do projeto até superam o ambiente em que o INPA tem atuado, mas precisamos encarar o desafio, pois não temos mais tempo. Precisamos produzir imediatamente conhecimento para dar suporte científico ao segmento produtivo na Região Amazônica”, reforçou.

Os dirigentes ressaltaram que o plano integrado que está sendo construído terá conexão principalmente com as demandas dos agentes de produção e dos programas da iniciativa privada na região, dentre os quais foi destacado, como exemplo, o Projeto Norte Competitivo, coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Outro ponto defendido por ambos foi o de que todas as diretrizes da parceria precisam ter um produto final específico definido, a fim de que as ações sejam consistentes e exitosas. “Precisamos interagir com as demandas do mercado, com as secretarias de Planejamento dos Estados e com os demais atores pertinentes. Ou seja, envolver tanto o setor público quanto o setor privado”, disse Thomaz Nogueira.

Por fim, o superintendente da SUFRAMA afirmou que o desafio da economia do conhecimento, ao qual se soma o desafio da utilização sustentável da biodiversidade, é o próximo passo que a região como um todo precisa dar. “É isso que estamos procurando nesta parceria. Os 45 anos do modelo Zona Franca de Manaus têm aspectos extremamente positivos do ponto de vista econômico, social e ambiental, mas temos que evoluir. Essas questões todas impõem à SUFRAMA e ao INPA um novo caminho e queremos superar os desafios para essa ação convergente.”