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SUFRAMA e MDIC conhecem unidade de semicondutores da Cal-Comp

Inaugurada em junho deste ano, fábrica tem área de 3.700 metros quadrados, com capacidade máxima de produção de cinco milhões de unidades (dies) por mês
por Layana Rios publicado: 18/07/2016 15h54 última modificação: 18/07/2016 15h54

O superintendente da Zona Franca de Manaus, em exercício, Marcelo Pereira, visitou, na sexta-feira (15), a fábrica da Cal-Comp Industria de Semicondutores (CCBS) no Polo Industrial de Manaus (PIM), a fim de conhecer a recém-implantada linha de produção de microchips que, além da exportação, deverá abastecer os segmentos Eletroeletrônico e de Bens de Informática do PIM.

Pereira esteve acompanhado na visita pelo diretor de Tecnologias Inovadoras do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Rafael Henrique Moreira, e de equipe da SUFRAMA composta pelo superintendente adjunto de Projetos, em exercício, José Lopo, pelo coordenador geral de Acompanhamento de Projetos Industriais, José Jorge Júnior, pela coordenadora geral de Estudos Econômicos e Empresariais, Ana Maria Oliveira, e por demais técnicos da autarquia.

A Cal-Comp faz parte do New Kinpo Group, de Taiwan, e está instalada na avenida Torquato Tapajós, zona Oeste de Manaus. Os profissionais da SUFRAMA e do MDIC foram recepcionados pelo vice-diretor da empresa, Stanley Shih, pelo diretor administrativo, Jimmy Shih, e pelo vice gerente diretor, Mike Huang.

Durante a visita, o diretor Jimmy Shih informou que a Cal-Comp está desde 2011 no PIM e é beneficiada pelos incentivos tanto do modelo Zona Franca de Manaus quanto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays (Padis). “Em junho de 2015, conseguimos a aprovação do Padis. Dois meses depois, em agosto, enviamos uma turma com 23 engenheiros manauaras para receberem treinamento, por seis meses, diretamente em Taiwan, para incorporarem a mesma rotina de trabalho de lá. Em janeiro de 2016, iniciamos a construção da nossa unidade, que demorou aproximadamente seis meses para ser concluída. Foi uma velocidade muito acelerada, uma força-tarefa com todo mundo”, explicou Shih, informando, ainda, que a meta da empresa é ser líder em tecnologia de semicondutores em toda a América Latina.

A unidade de semicondutores da Cal-Comp, inaugurada em junho deste ano, tem área de 3.700 metros quadrados, com capacidade máxima de produção de cinco milhões de unidades (dies) por mês, mas a empresa tem planos de triplicar a área e a produção até 2019. Na mesma proporção, a Cal-Comp pretende ampliar, nos próximos três anos, os investimentos de US$ 35 milhões para US$ 105 milhões e a mão de obra de 400 para 1.200 funcionários diretos e indiretos.

A empresa também apresentou o trabalho do Instituto Cal-Comp de Tecnologia (ICCT), criado em fevereiro de 2015, com a proposta de oferecer melhorias em soluções industriais a partir do trabalho de profissionais locais e suporte global de Taiwan, Tailândia e China. O ICCT atende, atualmente, à demanda de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) interna e pretende se credenciar no Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda) na próxima reunião do colegiado.

Para o superintendente da SUFRAMA, em exercício, Marcelo Pereira, a unidade de semicondutores da Cal-Comp será fundamental para abastecer o PIM, que produz Bens de Informática e Eletroeletrônicos com os incentivos do modelo Zona Franca de Manaus. Entre os produtos que necessitam dos microchips estão tablets, computadores portáteis e desktops, celulares, monitores, pen drives e telejogos, entre outros. “O Processo Produtivo Básico (PPB) desses produtos exige uma aquisição de insumos locais que poderá ser suprida com o fornecimento da Cal-Comp”, afirmou.

Pereira fez questão de ressaltar como a produção local da Cal-Comp permitirá às fabricantes desses produtos instaladas no PIM terem suas demandas de abastecimento de componentes atendidas de forma mais direta e facilitada. “Um exemplo seria uma empresa com diversos modelos de televisores, que utilizam vários tipos de memórias. Esse fabricante, atualmente, não consegue achar um fornecedor que atenda a todas as suas necessidades. Então é um mercado grande que pode ser explorado, uma vez que a Cal-Comp agora passa a ser conteúdo local”, observou.

O superintendente também disse que a SUFRAMA está à disposição para receber as demandas da Cal-Comp. “Estamos satisfeitos em conhecer um projeto desse porte e abrimos as portas para auxiliar a empresa no que for necessário”, salientou.