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SUFRAMA encerra programação do Outubro Rosa com palestras de especialistas

Servidores e colaboradores ouviram o mastologista e presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional Amazonas, Gerson Mourão, e profissionais do Centro de Integração Amigas da Mama (Ciam), sobre o câncer de mama e o impacto psicossocial na vida da mulher que enfrenta a doença.
por Layana Rios publicado: 31/10/2016 16h20 última modificação: 31/10/2016 18h44

Encerrando a programação do Outubro Rosa na SUFRAMA, servidores e colaboradores participaram, nesta segunda-feira (31), de palestras do mastologista e presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional Amazonas, Gerson Mourão, e de profissionais da equipe do Centro de Integração Amigas da Mama (Ciam), sobre o câncer de mama e o impacto psicossocial na vida da mulher que enfrenta a doença.

Mourão trouxe diversas informações relevantes sobre o câncer de mama e esclareceu, inicialmente, que não existe prevenção para a doença. “O câncer de mama não tem prevenção. Com a vacina do HPV, dentro de 10 anos vamos obter um controle do câncer de colo de útero, mas o câncer de mama ainda não possui essa alternativa”, afirmou. O uso de anticoncepcionais também não tem relação com o aumento de câncer de mama, segundo o médico.

De acordo com Mourão, a previsão para este ano é de que 57 mil mulheres desenvolvam câncer de mama. “Mas por que o câncer de mama está aumentando? A primeira coisa são os avanços sociais: a expectativa de vida aumentou, a mortalidade infantil está controlada. As mulheres também estão um pouco mais sedentárias, o estilo de vida atual tem mais estresse, a menstruação começa cada vez mais cedo e quanto mais a mulher menstrua mais chances de ter câncer de mama”, explicou, afirmando que a partir dos 40 anos a incidência de câncer de mama aumenta significativamente. “A probabilidade de uma mulher ter câncer de mama aos 45 anos é de um caso em 93 pessoas, já aos 85 anos é um caso em nove”, observou.

O médico lembrou que a partir de 2008 entrou em vigor a Lei 11.664, que garante mamografia gratuita pelo SUS a mulheres a partir de 40 anos. “Foi uma conquista graças à luta social das mulheres, assim como a Lei que garante a recuperação da mama no ato da retirada. Por isso é importante que todas vocês abracem essa luta, assim como a Rebecca apoiou e tantas outras mulheres apoiam”, afirmou.

A psico-oncologista Magaly Oliveira, do Ciam, falou sobre a importância do acompanhamento psicológico da mulher que passa pelo câncer de mama . “O aspecto psicológico do adoecimento do câncer é tão grande e tão comprometedor quanto o câncer. Falamos de depressão, de isolamento social, de vergonha, do medo da morte, medo de ouvir o diagnóstico, e ao demorar para ouvir esse diagnóstico a probabilidade dessa mulher morrer da doença aumenta cada dia mais”, explicou.

A presidente do Ciam, Joana Masulo, compartilhou sua história de superação por ter enfrentado o câncer de mama aos 40 anos de idade, há 21 anos. “Naquela época não havia a medicina avançada que temos e qualquer nódulo independente do tamanho era retirada a mama, então eu perdi minha mama. Também não existia o acompanhamento psicológico que temos hoje, mas o principal problema foi a demora para a minha cirurgia, passei mais de um ano para conseguir operar”, afirmou. Desde então, Joana abraçou a luta para a melhoria no tratamento e diagnóstico precoce do câncer de mama e dirige o Ciam, entidade filantrópica criada em 1999 que presta apoio aos pacientes com câncer de mama visando à recuperação psíquica e social.

A superintendente Rebecca Garcia agradeceu a presença dos palestrantes e lembrou que a SUFRAMA realizou, ao longo deste mês, diversas ações relacionadas ao Outubro Rosa para debater e conscientizar sobre o câncer de mama. "Isso tem sido muito proveitoso. Temos percebido o interesse das nossas servidoras mulheres e também dos servidores homens. Em nome de todos os técnicos da SUFRAMA, quero agradecer a presença de vocês trazendo informações tão importantes para a saúde da mulher", afirmou.