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SUFRAMA participa de debate na Ufam sobre conjuntura do Brasil

O evento foi promovido por alunos do curso de Relações Públicas, da disciplina de Ciência Política, ministrada pelo professor Davyd Spencer.
por Enock Nascimento publicado: 14/04/2016 16h55 última modificação: 14/04/2016 19h35

Os impactos da crise econômica sobre o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), bem como suas consequências e possíveis cenários. Esses foram alguns dos temas discutidos na mesa-redonda “Conjuntura Econômica e Social no Brasil”, realizada nesta quinta-feira (14), no auditório Rio Alalaú, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O evento foi promovido por alunos do curso de Relações Públicas, da disciplina de Ciência Política, ministrada pelo professor Davyd Spencer.

A coordenadora-geral de Estudos Econômicos e Empresariais (Cogec) da SUFRAMA, Ana Maria Souza, explicou que a ZFM está sendo bastante afetada pela crise econômica, como apontam dados indicando redução de faturamento, produção e quantidade de empregos. Ela esclareceu que esse abalo se deve a fatores como o tipo de produto fabricado no Polo Industrial de Manaus (PIM) e o seu mercado de destino.

“Por fabricar produtos voltados para o mercado interno, fomos atingidos sobremaneira. Além disso, nossos produtos como motocicletas e televisores são comprados via financiamento ou parcelado. E, numa crise, o crédito fica muito restrito. Os consumidores também evitam se endividar com parcelamentos e, de forma racional, direcionam seus gastos para prioridades como comprar mercadorias de primeira necessidade, tipo alimentação, ou pagar contas como a de água e energia elétrica”, detalhou.

Para a economista, momentos turbulentos como o que o Brasil atravessa evidenciam a urgência do Estado do Amazonas em diversificar sua matriz econômica a fim de não permanecer tão dependente da “saúde” do modelo. “É inegável a importância da ZFM, mas ela deve ser apenas uma parte da economia do Amazonas. A ZFM não pode ser a nossa única tábua de salvação. A parte não pode ser maior do que o todo”, ressaltou.

Ana Maria Souza salientou ainda que não se pode cometer o erro de considerar que os problemas envolvendo a ZFM se resolveram com a prorrogação da vigência dos incentivos fiscais até 2073. “Já tivemos essa falta de visão na época da borracha. Não podemos repetir esse equívoco”, frisou.

A coordenadora da Cogec destacou também que uma das possíveis soluções para a crise vigente está no enfoque ao desenvolvimento regional. Para isso é preciso adotar ações como o resgate da autonomia e o fortalecimento de instituições como a SUFRAMA.

Outras palestras
O evento também contou com palestras dos professores da Ufam Luís Roberto Coelho, do Departamento de Economia, e Fábio Candotti, do Departamento de Ciências Sociais, que abordaram o contexto socioeconômico e político do País. Outros docentes da Universidade também participaram e contribuíram com as discussões.

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