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SUFRAMA participa de discussões para o incremento das relações entre a Região Amazônica e a Venezuela

Objetivo é discutir novos projetos para setores estratégicos e fortalecer as relações bilaterais.
por Diego Queiroz publicado: 16/10/2009 00h00 última modificação: 13/05/2016 12h41

Em desdobramento das ações demandadas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) junto à Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), uma comitiva de ministros e funcionários do alto escalão do governo venezuelano, liderada pelos ministros de Ciência, Tecnologia e Indústrias Intermediárias, Jesse Chacon, e de Indústrias Básicas e Mineração, Rodolfo Sanz, cumpriu missão governamental nessa terça-feira, 13, em Manaus, com o objetivo de discutir novos projetos para setores estratégicos e fortalecer as relações bilaterais.

O Brasil esteve representado nas discussões por dirigentes e técnicos da SUFRAMA, Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ABDI e Governo do Estado do Amazonas. Estiveram presentes ainda o embaixador da Venezuela no Brasil, Julio Garcia Montoya, o cônsul geral da Venezuela em Manaus, Emiro Brito Valerio, e o cônsul geral da Venezuela em Boa Vista (RR), Aníbal Rafael Reyes Reyes.

A agenda de reuniões e visitas técnicas em Manaus iniciou com uma visita ao Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), onde a comitiva venezuelana pôde conhecer um pouco sobre o funcionamento e as instalações do Centro e discutir possibilidades de cooperação para uma política de utilização e preservação conjunta da biodiversidade amazônica. À tarde, a comitiva foi recepcionada no palácio do Governo do Estado pelo governador Eduardo Braga. Durante a audiência, foram discutidas propostas de integração econômica e infraestrutura logística entre a Venezuela e a Região Amazônica, com ênfase nas demandas do Estado do Amazonas.

O governador Eduardo Braga chamou atenção de forma enfática para a necessidade de uma ação conjunta entre o governo brasileiro e venezuelano a fim de que o vôo comercial entre Manaus e Caracas, interrompido no mês passado, volte a operar. O governador ressaltou ainda a necessidade de implementar outras melhorias na infraestrutura logística entre as duas regiões para que a integração econômica seja fortalecida. “A orientação do Governo do Amazonas é fazer todos os esforços para a manutenção do vôo entre Manaus e Caracas, bem como contribuir com soluções para outras demandas logísticas”, disse o governador, afirmando também ser necessária uma ação complementar mais intensiva na área turística.

Braga sugeriu ainda a criação de um grupo técnico formado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan), Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para analisar as possibilidades de integração entre o Estado do Amazonas e a Venezuela.

A superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Grosso, afirmou que a SUFRAMA tem amplo interesse em fazer a complementariedade industrial com a Venezuela. Em 2008, o Estado do Amazonas importou aproximadamente US$ 564,7 milhões do país vizinho, o que representa uma participação de 3,04% entre todos os países. Segundo a superintendente, essa participação pode ainda crescer muito. “Temos demandas potenciais do Estado do Amazonas e da Região Amazônica como um todo por produtos da Venezuela, como insumos para construção civil, produção de fertilizantes e siderurgia. Esta é mais uma iniciativa que visa à constituição de uma economia regional integrada e mais fortalecida, com vistas a proporcionar benefícios para todas as partes envolvidas“, disse. Flávia Grosso aproveitou a ocasião ainda para reforçar o convite à delegação venezuelana para participação na V Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2009), que ocorrerá entre os dias 25 e 28 de novembro, em Manaus.

De acordo com o ministro de Ciência, Tecnologia e Indústrias Intermediárias, Jesse Chacon, além de parcerias nos setores de infraestrutura de comunicações e energia, a Venezuela pode contribuir ainda com uma nova rota de saída dos produtos fabricados na Zona Franca de Manaus, a partir de uma possível interligação da bacia de Orinoco – principal rio venezuelano – com a bacia do Rio Negro. “Poderia ser uma saída mais facilitada dos produtos amazonenses com vistas ao acesso, sobretudo, aos mercados dos países caribenhos e Estados Unidos”, disse Chacon.

As propostas discutidas durante a audiência serão levadas ao conhecimento dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chavez, que deverão avaliá-las e estabelecer um protocolo de intenções com novos projetos a serem implementados entre os dois países.

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