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SUFRAMA participa de Missão Empresarial à Índia

A missão está sendo coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com o apoio da Apex-Brasil e a parceria da Câmara de Comércio Brasil-Índia.
publicado: 25/03/2008 00h00 última modificação: 25/07/2016 15h34

A superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Grosso, participará da Missão Empresarial à Índia, nos dias 25 e 26 de março. A missão está sendo coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), com o apoio da Agência Brasileira de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a parceria da Câmara de Comércio Brasil-Índia.

O objetivo é ampliar o intercâmbio comercial entre os dois países, sobretudo nas áreas de máquinas e equipamentos; equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos; móveis e artefatos de madeira; pisos e revestimentos; eletro-eletrônicos; software e componentes para couro e calçados. Os setores foram selecionados por Brasil e Índia, por serem considerados de interesse prioritário no comercio bilateral.

Na programação da missão constam: workshops para empresários brasileiros com os temas “Panorama do Mercado Indiano”, “Como Fazer Negócios na Índia” e “Apresentações Setoriais de Entidades Brasileiras”, além de reuniões privadas entre empresários brasileiros e indianos e palestras sobre “Oportunidades na Índia” e “Oportunidades no Brasil”. O ministro Miguel Jorge também realizará reunião bilateral com o ministro do Comércio e Indústria da Índia, Kamal Nath, e visitará a fábrica da empresa Marcopolo, na cidade de Lucknow.

Oportunidades
No cruzamento da pauta de exportações e importações Brasil-Índia, segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, as maiores possibilidades de ampliação das exportações brasileiras ao país estão nas áreas de produtos agrícolas e bens industrializados. Alguns dos principais produtos que podem contribuir para o aumento das vendas são: petroquímicos, celulares e outros aparelhos de telefonia, bens de informática, equipamentos para terraplanagem, minério de cobre, laminados planos, óleo de soja, carne bovina, laticínios, café, soja em grão e farelo, dentre outros.

Do lado indiano, os produtos com maior potencial no mercado brasileiro são: óleos combustíveis, jóias, medicamentos, arroz, autopeças, automóveis, motores de veículos e suas partes, pneumáticos, bens de informática, tecidos sintéticos, inseticidas e herbicidas, polímeros de etileno, fios de cobre, resinas plásticas, matérias corantes, torneiras e válvulas etc.

Intercâmbio
Em 2007, Brasil e Índia registraram uma corrente de comércio recorde de US$ 3,12 bilhões, aumento de 29,4% em relação a 2006, quando havia sido de US$ 2,41 bilhões. O saldo comercial em 2007 foi deficitário para o Brasil em US$ 1,21 bilhão e, em 2006, havia sido de US$ 535,1 milhões.

As exportações brasileiras para a Índia somaram US$ 957,9 milhões no ano passado, um aumento de 2% sobre 2006 (US$ 938,9 milhões). Em 2007, o país ocupou a 35ª posição entre os mercados que mais compraram produtos brasileiros, três colocações abaixo de 2006 (32ª). Os produtos industrializados responderam por 63,3% da pauta exportadora e os básicos por 36,7%.

As importações brasileiras da Índia, em 2007, totalizaram US$ 2,16 bilhões, valor 46,9% maior em relação a 2006 (US$ 1,47 bilhão). Comparando os mesmos períodos, a participação de produtos indianos na pauta importadora brasileira cresceu de 1,61% para 1,79%, números que colocaram o país na 14ª posição entre os maiores fornecedores ao Brasil em 2006 e 2007. A exportação indiana para o Brasil em 2007 ficou dividida da seguinte forma: bens industrializados (98,6%) e produtos básicos (1,4%).

 

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