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SUFRAMA promove palestra sobre o modelo Zona Franca de Manaus a executivos de grupo ligado ao Banco Mundial

Grupo atua no oferecimento de empréstimos, capital, produtos para gestão de riscos, financiamentos e serviços de consultoria para a iniciativa privada nos países em desenvolvimento.
por Márcio Gallo publicado: 25/01/2012 00h00 última modificação: 29/03/2016 10h55

Em reunião realizada nesta terça-feira (24), o superintendente da SUFRAMA, Thomaz Nogueira, o diretor da Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), Paolo Martelli, e Airton Claudino, secretário de Estado de Planejamento (Seplan), se reuniram na sede da SUFRAMA, para uma rodada de conversas entre as instituições. O evento, que reuniu também técnicos das três organizações, estava programado desde o último encontro entre as partes, realizado na semana passada, e previa uma exposição ao grupo internacional sobre o funcionamento do modelo Zona Franca de Manaus.

A Coordenadora Geral de Estudos Econômicos e Empresariais da autarquia, Ana Souza, foi a responsável pelas explanações aos executivos do IFC, uma unidade do Grupo Banco Mundial que atua no oferecimento de empréstimos, capital, produtos para gestão de riscos, financiamentos e serviços de consultoria para a iniciativa privada nos países em desenvolvimento. A unidade pretende ampliar suas operações na Região Norte. Na oportunidade, Thomaz Nogueira, ressaltou que “o estado do Amazonas busca uma agregação local. Este modelo faz com que surjam pequenas empresas, de empreendedores que saíram de grandes corporações, e que começam a produzir os seus insumos. Esta é uma grande oportunidade para esses empreendedores e para o IFC, já que são carentes de capital e necessitam de suporte”.

Ao longo da apresentação, Ana Souza mostrou a evolução do modelo nesses 45 anos da autarquia e os benefícios promovidos à Amazônia Ocidental, área que recebe incentivos federais administrados pela SUFRAMA. Os executivos demonstraram grande interesse a questões referentes à sustentabilidade, questionando de que forma o modelo ZFM contribui para a preservação da floresta amazônica. “Criou-se no centro da floresta amazônica uma indústria que tem baixo impacto ambiental, que não absorve da natureza a matéria prima para sua linha de produção. Quando você dá condições a essa empresa, você cria a geração de renda dentro dessa cidade. E quando você une essas variáveis, observa-se que a floresta amazônica e o seu redor são preservados”, explicou Ana.

O secretário de planejamento, Airton Claudino, comentou que o modelo não surgiu ao acaso. “Todo projeto é submetido à análise da SUFRAMA e aprovado pelo Conselho de Administração da autarquia, que é composto por trabalhadores, pelo governo do Estado e representações do governo federal. Portanto projetos que incluíssem alto risco para o meio ambiente não seriam aprovados”.

A dimensão da área de atuação da Suframa também foi destacada por Thomaz. “A área de abrangência do modelo ZFM que inclui a Amazônia Ocidental e a Área de Livre Comércio de Macapá-Santana se refere a 25% do território brasileiro. O Estado do Amazonas corresponde a 16% desse território, maior que os nove estados da Região Nordeste. Permanece um vazio demográfico, no entanto, este modelo propiciou que nós tivéssemos resultados de ocupação e preservação”.

Paolo Martelli levantou ainda questões sobre uma possível neutralidade fiscal do modelo ZFM, no que o superintendente da Suframa prontamente esclareceu que “não se pode falar em neutralidade tributária porque é o inverso. Aqui claramente há um diferencial compensatório pelas dificuldades logísticas”.

Após a apresentação da secretária executiva adjunta de relações internacionais da Seplan, Juliane Melo, que apresentou sugestões de financiamento ao IFC, todas voltadas à realização da Copa do Mundo de 2014 em Manaus, o grupo se comprometeu a analisar as propostas.

Ao final, o diretor do IFC agradeceu pela atenção dispensada pela SUFRAMA e Seplan e afirmou que “da parte do IFC, todas as áreas da Amazônia merecem enfoque, especialmente com este conceito de promover o desenvolvimento de maneira a preservar a região”, e destacou ainda que “outro ponto que é muito interessante e que vem sendo feito é o investimento em capital humano, pois é muito importante para o ciclo de sustentabilidade”.

Para Thomaz Nogueira, a expectativa é de “concretizar essa parceria no sentido de que o IFC possa ser também um transmissor do modelo ZFM, que detém externalidades altamente positivas de interesse do País e do interesse da sustentabilidade mundial”.

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