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SUFRAMA propõe a criação de política industrial para o segmento de motocicletas da ZFM

Proposta foi apresentada durante reunião com diversos atores do setor.
por Márcio Gallo publicado: 14/12/2012 17h49 última modificação: 09/03/2016 11h27

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) reuniu, nesta sexta-feira (14), todos os representantes dos sindicatos e associações envolvidos com o segmento de duas rodas do Polo Industrial de Manaus (PIM) – como a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Associação dos Fabricantes de Componentes da Amazônia (Aficam), Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Sindicato da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários, Rodoviários e Duas Rodas (Simefre) e Associação Nacional de Fabricantes e Atacadistas de Motopeças (Anfamoto) – bem como de fabricantes do setor. O objetivo foi discutir a proposta da SUFRAMA de desenvolver uma política industrial para o Amazonas que possibilite o adensamento da cadeia produtiva local.

O superintendente adjunto de Projetos da autarquia, Gustavo Igrejas, destacou os números deste ano do polo de duas rodas. A preocupação com o aumento da importação de partes e peças pelos fabricantes de bens finais do setor levou Igrejas a propor uma reavaliação do Processo Produtivo Básico (PPB) que regula o tema, iniciativa bem recebida pelos presentes. “A SUFRAMA está atenta a esse aumento da importação, observada a conjuntura que a cerca, e isto nos leva a estudar algumas propostas para o segmento. Realizar um estudo para uma política industrial de curto e médio prazo pode ser o caminho para resolvermos diversas questões do setor, que não se restringem apenas aos PPBs”, ressaltou.

Outras propostas de encaminhamento sugeridas pelo superintendente Igrejas foram simplificar o texto das Portarias Interministeriais que regulam os PPBs de motocicletas e de componentes para motos, e compilar toda legislação concernente ao segmento componentista em uma única portaria. Em ambos os casos busca-se agregar maior valor aos Processos Produtivos Básicos e otimizar a sua aplicabilidade. O representante do Sindipeças, Franklin Neto, afirmou que “é sempre boa essa visão de futuro, ter essa visão de curto, médio e longo prazo, pois a regra fica conhecida por todo o segmento. Então, essa política que está sendo desenvolvida, dará maior segurança para que os fabricantes, principalmente de motopeças, venham se instalar em Manaus”.

Waldemar Medeiros, representante da Anfamoto, acredita que a proposição da autarquia é válida, principalmente por sugerir um planejamento industrial a longo prazo, que pode ser copiado pelo resto do país. Medeiros comentou, ainda, que sem um incentivo ao adensamento da cadeia produtiva “o país não vai ter nem mão de obra, nem indústrias qualificadas. É preciso pensar seriamente em como investir na indústria nacional”. A Aficam, representada pelo seu diretor, Jhones Lima, compartilha da mesma opinião. “O estabelecimento da política industrial é o caminho, pois está mais do que na hora de se definir qual a afinidade econômica de cada região e propiciar infraestrutura e condições adequadas para que essas regiões possam se desenvolver e ter excelência na sua identidade econômica”, declarou. Lima disse ainda que avaliar o PPB de componentes para motocicletas pode evitar interpretações equivocadas por parte das empresas montadoras do polo de duas rodas.

Competitividade
Os representantes das empresas instaladas no PIM propuseram construir uma agenda gradativa e conjunta para discutir com maior frequência os assuntos inerentes ao segmento, visando, principalmente, manter a competitividade do produto local. Por este motivo, ficou agendada para o fim de janeiro de 2013 uma nova reunião com a discussão de novas propostas da SUFRAMA, sindicatos, associações e empresas do Polo Industrial de Manaus.