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Superintendente da Suframa faz balanço de gestão durante 287ª reunião do CAS

Alfredo Menezes destacou, dentre outros temas, as potencialidades a serem trabalhadas com foco no desenvolvimento de novos vetores da economia complementares ao modelo Zona Franca.
publicado: 30/07/2019 14h28 última modificação: 30/07/2019 15h40

O superintendente da Zona Franca de Manaus, Alfredo Menezes, aproveitou a 287ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), realizada na última quinta-feira (25), na sede da Autarquia, em Manaus, para anunciar os trabalhos realizados em sua gestão frente à Autarquia, bem como destacar as potencialidades a serem trabalhadas com foco no desenvolvimento de novos vetores da economia complementares ao modelo Zona Franca. A reunião ordinária do CAS também contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do ministro da Economia, Paulo Guedes.


Menezes iniciou o seu discurso agradecendo a presença e a confiança do presidente Bolsonaro à gestão da Suframa. “Cumprimento e agradeço ao presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, que muito nos honra com a sua presença neste evento tão importante para a nossa região, que é a primeira reunião do CAS nesta nova fase de condução e administração deste País. Muito obrigado pela confiança em nós depositada. O desafio é grande, sabemos, mas enorme também é a satisfação de trabalhar sob a sua liderança, baseada em valores como patriotismo, lealdade, integridade e senso de cumprimento de missão”, disse.


O superintendente também cumprimentou o ministro Paulo Guedes, destacando o trabalho que vem desempenhando nas reformas econômicas. “Sabemos sobre sua concorrida agenda de reformas macro e microeconômicas, que têm como espinha dorsal a urgente reforma da previdência, e todo seu esforço hercúleo para combater frontalmente o grande vilão da economia brasileira que é o excesso dos gastos públicos. Temos certeza que sua agenda de reformas dará ao País a potência fiscal necessária para impulsionar nossa economia e nos colocar novamente na rota de uma democracia emergente, aberta e vibrante”, afirmou.


Em seguida, após cumprimentar a equipe da Suframa e autoridades presentes, Menezes afirmou que ao assumir a gestão da Autarquia, o principal objetivo era resgatar o protagonismo da instituição e o êxito total de sua missão enquanto agência de desenvolvimento regional. “Acreditamos que estamos caminhando na direção certa e a presença do nosso presidente da República na primeira reunião do Conselho de Administração da Suframa, acompanhado de ministros e técnicos do mais alto escalão do governo federal, ratifica este pensamento”, disse. “A última participação de um presidente da República em um evento como este foi há mais de dez anos. Portanto, a vinda do presidente Bolsonaro ao Amazonas tem um simbolismo muito grande que, sem dúvidas, confere prestígio e reconhece a importância da Suframa e da Zona Franca de Manaus para nossa região, para o Brasil e para o mundo”, complementou.


Destaques
Entre os trabalhos realizados em sua gestão frente à Autarquia, Menezes destacou a simplificação na análise e fixação de Processos Produtivos Básicos (PPBs), conforme a Portaria Interministerial nº 32, de 15 de julho de 2019; a revitalização do Distrito Industrial, em parceria com a Prefeitura de Manaus; as discussões para a reabertura da rota com o Pacífico via Peru, por meio de reuniões com representantes do governo peruano. “Esta rota reduzirá à metade o tempo logístico de Manaus ao Pacífico e que hoje é realizada via Canal do Panamá”, observou.


Em conjunto com o Governo de Roraima, a Suframa está trabalhando na revitalização do Distrito Industrial de Boa Vista e na busca de viabilizar, naquele Estado, a saída para o Caribe. Outro destaque apontado por Menezes foram os seminários de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e de Turismo como Vetor de Desenvolvimento da Amazônia, com lançamento de edital para a captação de projetos de apoio às atividades turísticas no Amazonas. “Inauguramos, inclusive, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) o Observatório de Turismo, cuja estrutura integra a Suframa e diversas outras instituições parceiras”, disse.


Menezes também apontou o trabalho da Autarquia em parceria com o governo do Estado na aprovação do Convênio de ICMS junto ao Confaz, visando a melhorar o cumprimento da legislação para fiscalização e internamento de mercadorias internacionais e que, internamente, estima reduzir os custos de contratos da Suframa relacionados a serviços comuns e informática em mais de R$ 18 milhões.


Sobre a primeira reunião do CAS, Menezes destacou a pauta de 87 projetos industriais, sendo 26 de implantação. “Estamos falando de cerca US$ 626 milhões em investimentos nos primeiros três anos de operação, na geração de mais de 3.500 novos postos de trabalho e um faturamento previsto na ordem de US$ 3.6 bilhões”, disse.


Por fim, o superintendente anunciou o trabalho na alteração dos três principais marcos para a implantação de projetos industriais e agropecuários. “Destaco a Resolução 203/2012, cujas alterações buscam dar maior celeridade na aprovação de projetos industriais e que serão, em sua grande maioria, aprovados no âmbito da própria Suframa e depois comunicados ao CAS”, afirmou.


Desenvolvimento regional

Cumprindo as diretrizes do governo federal e da equipe econômica, e ciente na missão da Suframa em atuar como agente catalizador e fomentador do desenvolvimento regional, o superintendente, acompanhado de equipe técnica, visitou os governadores e lideranças empresariais de, até o momento, quatro Estados dentro da área de responsabilidade – Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia – restando apenas o Amapá. “Neste contexto, queremos destacar as principais ações estratégicas dentro de cada Estado, alinhadas com os respectivos governadores, e que poderão ser realizadas, ainda que em parte, com o descontingenciamento de recursos futuros”, disse.


No Amazonas, Menezes apontou a recuperação da BR-319. “Nós, amazônidas, reconhecemos que a nossa região precisa dessa via de forma urgente por representar a integração terrestre dos Estados do Amazonas e Roraima ao resto do País. Os entraves orçamentários, técnicos e ambientais estão sendo solucionados e, com o apoio do governo federal, sabemos que em breve os trabalhos de recuperação dessa estrada, de tão grande relevância para a sociedade amazônica, serão iniciados”, observou.


Com o governo do Acre, Menezes apontou a possibilidade de parceria na restauração da BR-364 e BR-317 e no apoio na regularização das alfândegas nas fronteiras e nos aeroportos de Cruzeiro do Sul e Rio Branco; com o governo do Roraima, a Revitalização do Polo Industrial de Boa Vista e a viabilização da saída da produção para o Caribe; e com o governo de Rondônia, a construção da Ceasa em Porto Velho e a duplicação da BR-364.


Vetores econômicos complementares

Menezes também informou que a Suframa está trabalhando em conjunto com a sociedade organizada e academia no planejamento de vetores econômicos complementares ao atual modelo, com destaque para tecnologia digital, por meio da instalação de um Polo Digital na cidade de Manaus; turismo como vetor de desenvolvimento da Amazônia, por ser a vocação natural da região; e bioeconomia, por meio do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). “Apresentamos à Sepec uma proposta de organização para o CBA baseada na busca de condições para que a própria sociedade, os investidores e os empresários possam realizar negócios e criar um modelo sustentável, sem dependência maciça de recursos públicos. Nossa ideia é gerar investimentos com organizações sólidas que queiram investir aqui e gerar emprego e renda a partir da biotecnologia. O CBA será o epicentro de uma nova e complementar matriz econômica. O desenvolvimento da bioeconomia e da indústria da floresta, por meio da nossa maior riqueza: a biodiversidade”, afirmou.


Concluindo, Menezes disse estar ciente dos desafios e irá prosseguir na missão de proteger, defender, integrar, desenvolver e promover o crescimento socioeconômico da Amazônia fazendo o Brasil avançar. "Carregamos a responsabilidade de honrar esse compromisso da mesma maneira como nos ensinou o general de Exército, Rodrigo Otávio, quando deixou registrado na história a famosa frase: ‘árdua é a missão de desenvolver a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la’", finalizou.

 Foto: Alan Santos/PR