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ZFM é a opção nacional para o mercado de componentes

Empresas locais - como a Panasonic - têm incrementado cada vez mais o fornecimento de componentes para indústrias espalhadas pelo Brasil.
publicado: 14/06/2019 09h23 última modificação: 14/06/2019 10h49

Criada em 1967 para abastecer o mercado brasileiro com bens finais, a Zona Franca de Manaus (ZFM) tem se adaptado ao longo dos anos e, cada vez mais, atua também como fornecedora de componentes para empresas instaladas fora da região incentivada, contribuindo para o fortalecimento da indústria nacional como um todo. Este viés componentista do modelo foi percebido de perto pelo superintendente da ZFM, Alfredo Menezes, durante visita à fábrica da Panasonic na capital amazonense.


A Panasonic do Brasil está na Zona Franca de Manaus desde 1981, ano em que inaugurou sua unidade local em associação com o Grupo Springer, para produzir televisores e aparelhos de áudio com a marca ‘National’. Hoje a fábrica segue produzindo eletroeletrônicos de áudio e vídeo para o consumidor final, mas tem incrementado a cada ano o B2B (sigla em inglês de business to business ou ‘empresa para empresa’), fornecendo componentes para outras indústrias espalhadas pelo Brasil. “No começo nosso foco era o consumidor final. Aos poucos fomos incrementando os negócios com outras empresas e podemos dizer que, hoje, B2C (business to consumer) e B2B estão bem equilibrados, com tendência maior de crescimento no segundo”, explicou o gerente-geral da Panasonic em Manaus, César Augusto Ueda.


Uma equipe da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) esteve na planta fabril amazonense nesta quinta-feira (13), conferindo os avanços da empresa japonesa no Brasil e levantando as tendências do mercado e as principais demandas do setor. Ficou claro que a ZFM não concorre com outras regiões do Brasil, mas sim com o mercado internacional. O superintendente Menezes tem constatado os rumos do mercado em visitas semanais às empresas do Polo Industrial de Manaus.


No caso da Panasonic, foi verificado que somente a fabricação de placas de circuito em Manaus seria mais atrativa que fazer a importação para abastecer sua unidade em Extrema (MG), onde a empresa japonesa fabrica produtos de linha branca como lavadoras de roupa e refrigeradores. Com um fornecimento inicial de pouco mais de 5 mil placas, hoje Manaus abastece a planta mineira com dezenas de milhares de placas por mês. “Para fazer no Brasil, Manaus é a melhor solução. A outra opção é importar”, revelou César Ueda.


Além das placas para a unidade de Extrema, a Panasonic fornece ainda componentes de bateria de notebooks a empresas como Acer e Dell e fabrica unidades de som automotivo e multimídia para a Ford, Honda e Toyota. Desta última recebeu, no ano passado, um prêmio de excelência por cumprir a meta de zero defeitos no fornecimento. “Não tivemos nenhuma reclamação grave de desempenho durante um ano inteiro”, lembrou o gerente de Manaus.


Para o superintendente da Suframa, a visita à Panasonic reforçou o discurso de que o Brasil não tem como prescindir da Zona Franca. “Este modelo é o grande trunfo do País no mercado internacional. Ela garante a competitividade da indústria nacional como um todo. Não reconhecer este mérito é desconhecer que os incentivos na região garantem emprego e renda por todo o Brasil”, avaliou o superintendente da Suframa.

 

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