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Zona Franca de Manaus é essencial para preservação da floresta amazônica

A argumentação de que a Zona Franca de Manaus promove a harmonia entre a conservação ambiental na Amazônia e ações de desenvolvimento pode ser comprovada cientificamente por estudos.
publicado: 24/09/2019 15h41 última modificação: 24/09/2019 17h08

A importância estratégica da Amazônia para o Brasil e para o mundo e a necessidade incondicional de sua preservação, temas recorrentemente destacados pelo presidente da Republica, Jair Bolsonaro, em discurso realizado nesta terça-feira (24) na abertura dos Debates Gerais da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, guardam relação direta com o trabalho desenvolvido pela Suframa na administração da Zona Franca de Manaus (ZFM) – modelo de desenvolvimento regional mais exitoso da história do País.

Criada há mais de 50 anos pelo governo brasileiro, a Zona Franca de Manaus foi estabelecida, originalmente, para ser um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitissem seu desenvolvimento, diante dos fatores locais e das grandes distâncias dos centros consumidores de seus produtos. No entanto, especialmente a partir da implementação e da ampliação das operações do Polo Industrial de Manaus (PIM), a ZFM passou a gerar uma externalidade ambiental positiva, a qual, ainda que não intencional – uma vez que o modelo foi criado essencialmente com a lógica do desenvolvimento e da integração nacional –, exerceu influência decisiva para a preservação da floresta amazônica ao longo das últimas décadas.

A argumentação de que a Zona Franca de Manaus promove a harmonia entre a conservação ambiental na Amazônia e ações de desenvolvimento pode ser comprovada cientificamente por estudos como o livro “Impacto virtuoso do Polo Industrial de Manaus sobre a proteção da floresta amazônica: discurso ou fato?”, desenvolvido nos anos de 2009 e 2010 por pesquisadores das universidades federais dos Estados do Amazonas e Pará, do Instituto Piatam e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), com resultados avaliados, ainda, por pesquisadores dos Estados Unidos, Europa e América Latina.

Neste estudo, avaliou-se o impacto do PIM na proteção da floresta em território amazonense em dois períodos distintos: até 1997 e entre 2000 a 2006, tendo como base os dados disponíveis sobre desmatamento no Estado. O estudo apurou que, no período de 2000 a 2006, quando a base de dados sobre o desmatamento na região passou a ter continuidade e consistência, a pressão sobre a floresta amazônica diminuiu entre 70% e 77%, em razão, fundamentalmente, da existência do Polo Industrial de Manaus. Com isso, demonstrou-se cientificamente que o modelo ZFM contribui para diminuir a pressão sobre os recursos ambientais e evitar o desmatamento da floresta amazônica.

Atualmente, o modelo ZFM é reconhecido nacional e internacionalmente como exemplo bem-sucedido de desenvolvimento e de conservação de sua área de atuação – Estados da Amazônia Ocidental e municípios de Macapá e Santana, no Estado do Amapá – em bases sustentáveis. Somente o Estado do Amazonas, mesmo após mais de quatro décadas de atividades industriais intensas, mantém preservada aproximadamente 98% de sua cobertura vegetal, marca inigualável que prova que é possível harmonizar alto grau de avanço tecnológico e respeito ao meio ambiente.

Indiscutivelmente, a preservação da floresta amazônica garante inúmeros benefícios para o Brasil e para o mundo. A Suframa, Autarquia do governo brasileiro vinculada ao Ministério da Economia, irá continuar empenhada no compromisso de garantir não apenas a sustentabilidade da região e seu progresso socioeconômico, mas também a estabilidade e o fortalecimento da Zona Franca de Manaus, principal agente de preservação deste patrimônio da humanidade.