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Zona Franca de Manaus é tema de reunião com representantes do governo americano

Comitiva integrada por membros da área de Assuntos Econômicos da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil visitaram a SUFRAMA para conhecer os reflexos do modelo ZFM para a economia da região.
publicado: 25/01/2011 00h00 última modificação: 28/04/2016 15h35

O modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) está na pauta do governo norte-americano. Uma comitiva formada por integrantes da área de Assuntos Econômicos da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil participou de reunião na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) com o objetivo de conhecer os reflexos do modelo ZFM para a economia da região.

O encontro integra a extensa agenda da comitiva na capital amazonense e faz parte da estratégia do governo norte-americano de prospectar informações acerca do mercado brasileiro. “O Brasil ocupa a oitava posição na economia mundial e, segundo especialistas, dentro de pouco tempo, deve ocupar a quinta posição. Então, a nossa responsabilidade é conhecer melhor o mercado brasileiro que está se tornando cada vez mais importante no cenário mundial e não poderíamos deixar de visitar Manaus e saber mais informações sobre a Zona Franca”, explicou John Barrett, secretário para Assuntos Econômicos da Embaixada dos Estados Unidos e um dos integrantes da comitiva.

Barrett ressaltou a grande concentração de empresas no parque fabril, incluindo multinacionais de origem americana, como é o caso da Coca-Cola, Pepsi e Gillette. Outro aspecto que mereceu destaque por parte do secretário foram os benefícios econômicos e sociais gerados pelo modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) a partir do apoio a projetos voltados ao desenvolvimento das potencialidades regionais.

Porém, foi a questão ambiental, que se encontra na pauta de prioridades de todo o mundo, o que mais chamou a atenção. Barrett mostrou-se impressionado com o alto índice de preservação da floresta amazônica no Estado, em grande parte devido ao parque fabril de Manaus. “É a indústria trazendo benefícios ambientais não só para o Estado (Amazonas), mas também para todo o mundo”, frisou.

Durante a reunião, o superintendente adjunto de Projetos da autarquia, Oldemar Ianck, fez uma explanação sobre o funcionamento do modelo Zona Franca de Manaus, os resultados alcançados pelo PIM nos últimos anos, ressaltando aspectos como faturamento, empregabilidade e principais destinos de importação e exportação. O representante da SUFRAMA também ressaltou as ações na área de desenvolvimento regional, frisando projetos importantes alavancados em parceria com a autarquia, e outros considerados estratégicos, como é o caso do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) e do Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação do Polo Industrial de Manaus (CT-PIM).

Na agenda da comitiva, estão previstas ainda visitas a empresas e reuniões com representantes de órgãos governamentais.

Balança Comercial – Atualmente, os Estados Unidos ocupam a quarta posição na pauta de importação do Amazonas e é o quinto país na lista dos principais destinos de exportação do Estado. De janeiro a dezembro de 2010, as vendas do Amazonas ao mercado americano somaram US$ 55,467 milhões, sendo que os produtos fabricados no PIM lideram a lista de exportação, com destaque para telefone celular, lâminas de barbear, motocicletas, outras partes de motores de explosão e outros aparelhos receptores de radiodifusão para veículos e automóveis. No mesmo período, as importações daquele país para o Amazonas atingiram US$ 933,235 milhões. Os itens que lideram a pauta de importação são óleo diesel, estireno, papel para foto, outras partes e acessórios para motocicletas e chapas de ligas de alumínio.