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Brasil pode ser segundo maior fabricante de bicicletas do mundo

Informação foi destacada durante reunião realizada nesta quarta (22) na sede do Ministério da Economia, em Brasília, com participação da Suframa, Abraciclo, dirigentes de empresas do segmento e especialistas no tema.
por Márcio Gallo publicado: 22/05/2019 18h48 última modificação: 22/05/2019 19h55

A produção de bicicletas do Brasil, concentrada na Zona Franca de Manaus (ZFM), foi tema de apresentação realizada nesta quarta-feira (22) na sede do Ministério da Economia, em Brasília. A iniciativa teve por objetivo debater sobre o futuro do segmento diante das demandas de mercado e das perspectivas de incremento da produção a partir da análise do mercado brasileiro, o potencial de exportação e a caracterização do cluster produtivo do setor no Polo Industrial de Manaus (PIM).

O evento contou com a participação do titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Alfredo Menezes, do presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Marcos Fermanian, além de dirigentes das empresas fabricantes de bicicletas e especialistas, que analisaram o mercado mundial das 'magrelas', cujo movimento anual chega a US$ 45 bilhões e tem crescimento previsto de 6,2% ao ano até 2022, segundo projeções de uma consultoria internacional.

O superintendente da Suframa destacou o potencial e a forte base produtiva do segmento de Duas Rodas no PIM, sempre lembrado pela produção de motocicletas, mas que conta com grandes fabricantes de bicicletas tradicionais e elétricas, que representam a terceira maior fabricação mundial do produto. "Há décadas temos importantes players instalados na Zona Franca de Manaus, que abastecem o mercado consumidor brasileiro e podem buscar expandir sua atuação, por exemplo, com a exportação, diante da crescente demanda internacional de bicicletas. A expectativa é que a retomada econômica do Brasil possa elevar o potencial fabril do produto no Polo Industrial de Manaus", disse.

Na ocasião, foram apresentados dados que demonstram que o País pode se isolar como maior fabricante de bicicletas do Ocidente e ser o segundo maior produtor do mundo, atrás apenas da China. Para tanto, é necessário estabelecer uma nova e dinâmica plataforma exportadora para o Brasil, conforme foi debatido no evento.

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